8 de abril de 2013
Daqui dez anos, quem sabe a gente se trombe por aí, em uma rua qualquer de uma cidade qualquer que fica em um estado qualquer. Quem sabe a gente arranje um assunto nada a ver, ou apenas ficamos nos olhando assustados por termos nos encontrado. Quem sabe a gente vá tomar um café, em uma cafeteria da esquina mais próxima, ou apenas trocamos algumas palavras e logo dizemos adeus, com vontade de correr aos braços um do outro. Quem sabe, quem não sabe. Poderíamos ficar horas trocando ideias, falando sobre o presente e sobre o passado, depois indo para um hotel qualquer, sem muito a dizer, apenas com vontade de resolver assuntos pendentes, desejos frequentes. Quem sabe apenas ficamos conversando e rindo, com várias latas de cerveja espalhadas pelo chão, ou nos perdermos em nossos próprios anseios, misturamo-nos ao edredom de malha velha. Poderíamos viver aqueles tempos de novo, aqueles dos quais dói a barriga de tanto rir, trocando olhares maliciosos e mãos bobas ao rolar da conversa. Ou, ao invés de tudo isso, quem sabe apenas não mais nos vemos, apenas permaneceremos nas lembranças um do outro, torcendo para que um dia nos encontrarmos e começarmos tudo de novo.
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